Livro resgata histórico de quatro décadas das Bienais de Arquitetura de SP

A AUTORA ELISABETE FRANÇA APRESENTA OS PERCURSOS ESCOLHIDOS PELA ORGANIZAÇÃO E CURADORIA DE CADA UMA DAS EXPOSIÇÕES, BEM COMO SEUS TEMAS E FORMATOS ADOTADOS

A fim de traçar um histórico das dez Bienais de Arquitetura de São Paulo, realizadas entre 1973 e 2013, a arquiteta e urbanista Elisabete França lançou o projeto Arquitetura em Retrospectiva.

Fruto de uma pesquisa acadêmica que resgata quatro décadas da produção nacional, a publicação será viabilizada por meio do site de financiamento coletivo Catarse. As contrapartidas vão de 70 a 2.500 reais, além de ter aportes especiais que envolvem outras vantagens aos patrocinadores, propondo que parte dos livros seja doada para bibliotecas públicas e universidades.

Tendo como fonte de pesquisa os acervos do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), da Fundação Bienal, das revistas especializadas e dos principais jornais de grande circulação, além de entrevistas com curadores e críticos de arquitetura, o trabalho da arquiteta visa mostrar os caminhos trilhados pelas exposições realizadas, consolidando-se, principalmente a partir de sua sétima edição, como o espaço preferencial de divulgação da produção brasileira de arquitetura, passando a integrar o calendário oficial de eventos da capital paulista.

“Em 2012, eu pude notar que esse material todo não estava à disposição em uma publicação que permitisse conhecer essa história maravilhosa dos arquitetos, tanto da sua capacidade de produzir uma exposição dessa dimensão, como o que cada uma dessas Bienais trouxe para o público que as visitava”, conta a arquiteta no vídeo com a proposta do projeto.

Em sua análise, Elisabete França se concentra em apresentar os percursos escolhidos pela organização e curadoria de cada uma das dez exposições, bem como seus temas e formatos adotados, além das reformulações ocorridas ao longo das quatro décadas de existência da Bienal, as dificuldades enfrentadas para sua realização e as lições aprendidas, que sempre podem servir como inspiração para as próximas edições.

Para o arquiteto Ciro Pirondi, a publicação “é uma urgência de resgate de memórias e de apontar caminhos a partir da análise que pode se fazer no caminho futuro das Bienais. Porque só se pode pensar, em termos de cultura e conhecimento, se a memória está clara do que já se fez e, a partir daquilo, propor outras dimensões”, ele comenta.

Na opinião de Lucio Gomes Machado, arquiteto e curador da III e IV Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, “o importante é não deixar morrer o que levou a fazer as Bienais e como foram concebidas”.

O lançamento da publicação será anunciado assim que a produção estiver concluída. Confira abaixo um vídeo que explica a proposta:

www.catarse.me/arquitetura_em_retrospectiva

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Este post é uma parceria com o site ARCOweb.

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