O que é placemaking

Qual é o segredo das cidades pelas quais adoramos caminhar e dos espaços públicos que fazem com que pessoas de diferentes idades, gêneros, classes e gostos se encontrem, se vejam e convivam em harmonia? A resposta que encontramos foi placemaking, termo explicado a seguir com base em artigos da Project for Public Spaces.

Foto: Nathalia Curti

Placemaking

A palavra “placemaking” pode ser traduzida livremente para o português como “fazer lugares”. Os lugares mencionados aqui são espaços públicos que estimulam interações entre as pessoas e entre as pessoas e a cidade, promovendo comunidades saudáveis e felizes. Placemaking é, ao mesmo tempo, um conceito amplo e uma ferramenta prática para melhorar um bairro, uma cidade ou uma região. Placemaking é um movimento que repensa os espaços públicos como o coração de toda a comunidade em relação à cidade. É uma abordagem transformadora que inspira pessoas a criar e manter espaços públicos. Placemaking torna mais forte conexões entre pessoas e os lugares que elas compartilham.

Placemaking é como moldamos coletivamente o ambiente público para consolidar valores comuns. Com raízes na participação comunitária, o placemaking abrange o planejamento, o desenho, a gestão e a programação de espaços públicos. Mais do que apenas criar melhores desenhos urbanos para esses espaços, o placemaking facilita a criação de atividades e conexões, sejam elas culturais, sejam econômicas, sejam sociais ou sejam ambientais, que definem um espaço e dão suporte para à sua evolução.

Um processo bem-sucedido de placemaking cria valores sobre os ativos da comunidade, das suas inspirações e de seus potenciais, desenvolvendo bons espaços públicos que promovam saúde, felicidade e bem-estar para as pessoas.

 

Foto: Alex Fisberg

O processo de placemaking da Project for Public Spaces baseia-se no trabalho de William “Holly” Whyte, nos anos 1970, e ainda consiste em olhar, ouvir e fazer perguntas para as pessoas que vivem, trabalham e frequentam um espaço em particular, com o objetivo de descobrir suas necessidades e aspirações. As informações obtidas são utilizada para criar uma visão compartilhada do espaço e podem rapidamente evoluir para uma estratégia de implementação, começando em uma escala pequena – com melhorias fáceis de implementar -, que imediatamente podem trazer benefícios para o espaço e para as pessoas que o utilizam.

Para a PPS, placemaking é tanto um processo quanto uma filosofia. Ele começa quando uma comunidade expressa seus desejos e necessidades sobre seus espaços públicos, mesmo quando ainda não há um plano de ação definido. A vontade de unir pessoas em torno de uma visão mais ampla para um espaço específico acontece há muito tempo, antes mesmo de a palavra placemaking ter sido mencionada pela primeira vez. Mas, uma vez que o termo foi criado, ele possibilita que as pessoas compreendam o quanto sua visão coletiva pode ser inspiradora, também permite que elas vejam de uma nova forma o potencial de seus parques, centros, fontes, praças, bairros, ruas, mercados, campus e prédios públicos.

Placemaking provoca reavaliações empolgantes sobre as experiências do dia a dia

Foto: Alex Fisberg

Dar melhores condições a espaços públicos e à vida das pessoas que os utilizam significa ter paciência para dar pequenos passos, para realmente escutar as pessoas e para ver o que funciona melhor, eventualmente transformando a visão de um grupo em uma nova realidade.

Placemaking virou um movimento internacional

Cada vez mais, comunidades se engajam no placemaking e profissionais utilizam o termo para definir seu trabalho. Por isso, é essencial que seu conceito seja preservado. Um ótimo espaço público não pode ser medido apenas por aspectos físicos, ele deve ser um lugar vivo, onde as funções vêm antes da forma. A PPS encoraja todos os cidadãos e profissionais a manter a atenção nos lugares e nas pessoas que os frequentam.

Este post é uma parceria com os sites Conexão Cultural e Bela Rua.

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